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Memorial do Bordado

 

 

 

Registrar a história e não deixar que obras de arte se percam no tempo. Esse é o trabalho que permite que gerações conheçam e se emocionem com peças de grandes artistas como Picasso, Shakespeare, Beethoven. É exatamente isso que Maria do Carmo Guimarães Pereira, 67, quer fazer com o bordado brasileiro: mantê-lo vivo.

Há dez anos, ela organiza e registra peças, objetos e publicações sobre o bordado, que hoje fazem parte do acervo do Memorial do Bordado Maria Arte e Ofício. E agora tem o objetivo de estruturar e expandir o projeto.
O espaço funciona na Maria Arte e Ofício, mas a escola é pequena e as peças não podem ficar expostas. Para ter contato com o material, o interessado precisa ligar e agendar uma visita. “Precisamos de um espaço para organizar o memorial como uma entidade pública de pesquisa, já entrei em contato com a Secretaria de Cultura e com o Museu de Artes e Ofício, porém, não obtivemos sucesso. Além disso, é preciso conscientizar a sociedade de que o bordado faz parte da história e que todos precisam doar as peças que estão esquecidas. No Memorial, esse material vira documento”, alega. Maria acrescenta que as obras só serão expostas em setembro e que a ampliação do memorial possibilitaria o acesso às obras durante todo o ano.
</CW>[INTERTITULO]Paixão
[/INTERTITULO]<CW0>“A história do bordado faz parte da história da mulher, se não cuidarmos e preservarmos essa técnica, ela irá se perder. Muitas vezes, preciosidades ficam esquecidas na gaveta ou são jogadas fora. As pessoas não sabem o que fazer com esse material, por isso é preciso que exista um lugar público para receber essas peças e dar a elas o devido tratamento”, explica Maria.
A ligação de Maria do Carmo com o bordado vem da infância. Ela conta que é de uma família do Vale do Jequitinhonha, nordeste do Estado, na qual todas as mulheres deveriam aprender esse ofício. “Bordar era uma maneira de oprimir a mulher, isso porque ela não podia sair de casa, não podia aprender a ler e nem escrever. Apesar de oprimir, a técnica permite a expressão”, revela.
Foi essa expressão que possibilitou que a mulher contasse sua história por meio do bordado. “Primeiro elas bordavam escravas na cozinha, depois começaram a bordar vegetais, o que demonstrava a vontade de não estar somente atrelada àquele espaço, exemplifica.
A paixão da artesã por essa arte foi retomada quando seus quatro filhos já estavam maiores. “Quando resolvi voltar para o mercado de trabalho, percebi que o que eu amava e sabia fazer era bordar. Por isso, abri o Maria Arte e Ofício, que é uma escola de bordado. Primeiro eu dava aulas para minha filha, depois a notícia se espalhou e a escola cresceu. Hoje temos turmas de crianças e adultos. Depois da escola fui fazer especialização e mestrado para coletar dados históricos e pesquisar”, conta.[INTERTITULO]
[/INTERTITULO]Os interessados em conhecer peças do acervo Memorial do Bordado Arte e Ofício podem conferir a exposição de bordados portugueses na Festa Portuguesa 2012 que acontece neste sábado (16), a partir das 12h, na Praça Marília de Dirceu, no bairro de Lourdes.[NORMAL]<CW0>Registrar a história e não deixar que obras de arte se percam no tempo. Esse é o trabalho que permite que gerações conheçam e se emocionem com peças de grandes artistas como Picasso, Shakespeare, Beethoven. É exatamente isso que Maria do Carmo Guimarães Pereira, 67, quer fazer com o bordado brasileiro: mantê-lo vivo.
Há dez anos, ela organiza e registra peças, objetos e publicações sobre o bordado, que hoje fazem parte do acervo do Memorial do Bordado Maria Arte e Ofício. E agora tem o objetivo de estruturar e expandir o projeto.
O espaço funciona na Maria Arte e Ofício, mas a escola é pequena e as peças não podem ficar expostas. Para ter contato com o material, o interessado precisa ligar e agendar uma visita. “Precisamos de um espaço para organizar o memorial como uma entidade pública de pesquisa, já entrei em contato com a Secretaria de Cultura e com o Museu de Artes e Ofício, porém, não obtivemos sucesso.
Além disso, é preciso conscientizar a sociedade de que o bordado faz parte da história e que todos precisam doar as peças que estão esquecidas. No Memorial, esse material vira documento”, alega. Maria acrescenta que as obras só serão expostas em setembro e que a ampliação do memorial possibilitaria o acesso às obras durante todo o ano.
Paixão
“A história do bordado faz parte da história da mulher, se não cuidarmos e preservarmos essa técnica, ela irá se perder. Muitas vezes, preciosidades ficam esquecidas na gaveta ou são jogadas fora. As pessoas não sabem o que fazer com esse material, por isso é preciso que exista um lugar público para receber essas peças e dar a elas o devido tratamento”, explica Maria.
A ligação de Maria do Carmo com o bordado vem da infância. Ela conta que é de uma família do Vale do Jequitinhonha, nordeste do Estado, na qual todas as mulheres deveriam aprender esse ofício. “Bordar era uma maneira de oprimir a mulher, isso porque ela não podia sair de casa, não podia aprender a ler e nem escrever. Apesar de oprimir, a técnica permite a expressão”, revela.
Foi essa expressão que possibilitou que a mulher contasse sua história por meio do bordado. “Primeiro elas bordavam escravas na cozinha, depois começaram a bordar vegetais, o que demonstrava a vontade de não estar somente atrelada àquele espaço, exemplifica.
A paixão da artesã por essa arte foi retomada quando seus quatro filhos já estavam maiores. “Quando resolvi voltar para o mercado de trabalho, percebi que o que eu amava e sabia fazer era bordar. Por isso, abri o Maria Arte e Ofício, que é uma escola de bordado. Primeiro eu dava aulas para minha filha, depois a notícia se espalhou e a escola cresceu. Hoje temos turmas de crianças e adultos. Depois da escola fui fazer especialização e mestrado para coletar dados históricos e pesquisar”, conta.
Os interessados em conhecer peças do acervo Memorial do Bordado Arte e Ofício podem conferir a exposição de bordados portugueses na Festa Portuguesa 2012 que acontece neste sábado (16), a partir das 12h, na Praça Marília de Dirceu, no bairro de Lourdes.

 

Maria do Carmo Guimarães Pereira, interessada em preservar a arte de bordar e sua relevante contribuição histórica por retratar a história da mulher de forma concreta, há dez anos cataloga, organiza e registra peças bordadas, hoje integrantes do Acervo de Bordados Maria Arte & Ofício.

Construído ao longo dos anos pela própria Maria do Carmo e também com doações de famílias conscientes, o Acervo de Bordados Maria Arte & Ofício constituiu-se em importante fonte de pesquisa para alunas e para o público. As visitas podem ser agendadas ou realizadas durante as exposições semestrais do Maria Arte & Ofício (leia “julho/ dezembro” em “Agenda”).

O Acervo de Bordados Maria Arte & Ofício é composto por:

  1. peças bordadas: toalhas de mesa, jogos de cama, peças do enxoval de casa, vestuário infantil e adulto, lingerie e fragmentos bordados;
  2. livros, álbuns, cadernos de riscos, documentos e obras raras como a Encyclopédie des ouvrages de dames de Thérèse de Dillmont, publicado em 1911, e outras;
  3. objetos relacionados ao fazer do bordado (bastidores, tesouras, linhas e outros);
  4. coleção particular de dedais.

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DOAÇÕES

Para doar peças bordadas, livros e objetos ligados ao universo do bordado, gentileza fazer contato com a fundadora e coordenadora do espaço Professora Maria do Carmo Guimarães Pereira por meio do link “Contato”. As doações serão catalogadas com informações sobre dados da bordadeira, família de origem, tipo de bordado, etc.

Uma memória guardada na gaveta é uma memória morta. (Maria do Carmo Guimarães Pereira)

Se você matricular as mãos, ganha um oficio.
Se você matricular o coração, vira emoção.
Se você matricular a cabeça, faz terapia; mas
se você matricular a alma, aí é arte.